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11/12/2018
Fonte: Folha de Pernambuco
Crescimento do setor de inovação está atrelado à melhoria da infraestrutura
Mesmo correspondendo 7,1% do PIB, setor ainda esbarra no pouco investimento por parte dos empresariado, que, segundo especialistas, não tem cultura digital
A transformação digital está atingindo a maioria das empresas brasileiras com a tecnologia e, principalmente, a inovação, que vem ditando uma nova característica de empreender. Mas para que o uso da inovação alcance um maior destaque, além dos 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, as empresas precisam estar dispostas a investir e por em prática esses recursos. 
 
Diante desse cenário, o fundador e presidente do conselho de administração da TOTVS, Laércio Consentino, destacou que para que o setor de inovação cresça, é preciso que as empresas invistam, sendo necessário que o Brasil melhore a sua infraestrutura de modo geral e ofereça condições favoráveis aos investimentos. 
 
“Para tudo isso acontecer, você precisa ter uma infraestrutura, uma internet, banda larga de qualidade que é fundamental para a inovação. Quando se olha o Brasil da maneira que se tem hoje com restrições na estrutura física, pontes, viadutos, aeroportos, observamos que tudo isso de infraestrutura deveria ter sido feito, e ainda precisa ser feito. Além disso, as empresas que precisam colocar um pouco mais de dedicação para colocar de fato em prática essa transformação digital”, afirmou Laércio, que participou do Encontro Análise, do LIDE Pernambuco, na última semana. 
 
Ainda segundo Consentino, o Brasil deveria estar com a utilização da inovação com mais destaque no mundo. “Vivemos um paradoxo onde a sociedade avançou, está digitalizada e se busca uma série de serviços e produtos totalmente pela sua conexão. Você tem várias empresas que perceberam isso, e em mente se tornaram digitais. Mas também têm uma grande quantidade de empresas que ainda não iniciaram o processo mais agressivo e forte para digitalizar seus processos. Quando você olha o esforço de inovação que as empresas estão fazendo, está aquém da realidade que está sendo feita lá fora”, contou Laércio.
 
De acordo com o fundador da TOTVS, é preciso oferecer uma educação boa para os estudantes, onde os cursos da área de exatas sejam estimulados para que se tenha uma mão de obra qualificada, fazendo com que o setor ajude na geração de empregos. 
 
“Se você pegar o que precisa para o setor se desenvolver, que é o raciocino matemático, as exatas. Você hoje além de não conseguir gerar a mão de obra necessária, a gente perde para os países de fora, é preciso incentivar isso para conseguir de fato que a mão de obra qualificada dê esse salto que precisa ter, esse é um desafio que o governo brasileiro vai ter fazer com que as pessoas realmente vão para a carreira de exatas, mas que tenha condições de ir”, destacou. 
 
Por fim, Laércio destaca que caso o sistema do eSocial não fosse implantado, o setor da inovação poderia ter recebido um destaque maior das empresas, com investimentos mais pesados e gerando frutos positivos. 
 
“Foi o maior investimento das empresas, com regras tributárias do governo, se gastou mais do que deveria, e não mudou nada em inovação, foi pura obrigação legal. Se a gente pensar em integrar a sociedade com governo, você pode ter algo como aplicativos que solucionem problemas, e reduzam as burocracias. Se o valor investido pelas empresas no eSocial fosse utilizado por elas para investir em inovação de fato, teríamos andado um pouco melhor”, finalizou. 
 
Para o presidente executivo e do conselho de gestão do LIDE Pernambuco, Drayton Nejaim, um dos fatores que evita o avanço da inovação está nos donos de algumas empresas não serem habituados com a cultura digital. 
 
“Hoje se tem muito pouco CEO, as empresas ainda estão espertando para essa necessidade. A maior parte das decisões tomadas nas empresas não são dos sucessores e sim dos donos, o paradigma de sucesso deles não é algo dentro de um ambiente digital, isso faz com que naturalmente tenha uma barreira cultural que começa em quem manda, em quem solta o dinheiro”, disse.

 

 

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