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20/07/2017
Fonte: Folha de Pernambuco
Compesa vai licitar a Adutora de Serro Azul
A obra vai receber R$ 200 milhões em investimentos. Licitação está prevista para ser realizada em agosto deste ano
Enquanto o Ramal do Agreste não sai do papel, o Governo de Pernambuco costura uma série de estratégias para garantir o abastecimento de água do Agreste do Estado, uma das regiões mais castigadas pela seca nos últimos anos. Dessa vez, entra na rota dos investimentos a Adutora de Serro Azul, obra que levará água da Barragem de Serro Azul - já pronta e abastecida pelo rio Una -, na Mata Sul, para o Agreste. 
 
O empreendimento receberá investimentos de R$ 200 milhões, recursos do Governo do Estado e da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A licitação está prevista para agosto deste ano, com ordem de serviço para acontecer entre outubro ou novembro próximos. A previsão de conclusão é março de 2019.
 
De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, ela terá 68 quilômetros de extensão, garantindo uma vazão de 500 litros de água por segundo (l/s), o que, no futuro, se somará aos 450 l/s da Adutora do Agreste, com água do rio São Francisco, e aos 500 l/s da Adutora do Pirangi, que irá transportar água do rio homônimo até a Barragem do Prata, responsável por atender cidades do Agreste. 
 
Ou seja, um reforço hídrico para os municípios afetados pela estiagem. "Quando o governador percebeu que o Ramal e a adutora do Agreste (obras que dependem de repasses federais) estavam atrasados, ele decidiu investir nesse projeto estruturador", disse Tavares. O custo do projeto foi de R$ 500 mil. 
 
O recurso, segundo o presidente, já está pactuado e a liberação aguarda apenas os trâmites da licitação. O governador Paulo Câmara autorizou a convocação da audiência pública para a apresentação à sociedade do projeto, marcada para o dia 4 de agosto às 10h, na Escola Técnica Maria José Vasconcelos, em Bezerros. A realização da audiência pública é etapa inicial do processo licitatório para obras com valores superiores a R$ 150 milhões, conforme Lei de Licitação.
 
Com a autorização dessa obra, a Barragem de Serro Azul, além de proteger as pessoas das enchentes, cumprirá uma segunda função, que é garantir água para 1 milhão de pessoas. Serão beneficiadas as cidades de Bezerros, Gravatá, Caruaru, São Caetano, Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó, São Bento do Una, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. Além dos 68 quilômetros da adutora, o projeto prevê quatro estações de bombeamento e um reservatório com capacidade de armazenar 4,5 mil metros cúbicos de água. Tavares não garantiu, portanto, o fim do rodízio nas cidades. 
 
A Barragem de Serro Azul foi iniciada na gestão Eduardo Campos e finalizada pelo governador Paulo Câmara. No início, a finalidade era conter as águas do rio Una e assim evitar enchentes em cidades da Mata Sul. Diante da crise hídrica, Paulo decidiu otimizar o recurso e usar a barragem para o abastecimento humano, contendo 150 milhões de metros cúbicos de água na última cheia.
 

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